Nos últimos anos, os animais domésticos assumiram posição de destaque na dinâmica das famílias. Recebem nomes de gente, têm rotina própria e ocupam, de fato, um lugar na “constelação familiar”.
Um cachorro adquirido filhote costuma viver dez anos ou mais. E, no curso desse tempo, se houver uma ruptura da relação conjugal, surge a pergunta: com quem fica o animalzinho?
O “teste da aproximação” não funciona
Há quem acredite que a solução seja colocar o cachorro entre os dois interessados e ver de quem ele se aproxima. Mas não é assim que as coisas funcionam — seja porque a aproximação de um momento não se repete no outro, seja porque a decisão deve levar em conta os interesses de todos: do animal e de seus donos.
As questões que realmente precisam ser resolvidas
A solução não é simples e envolve pontos variados:
- Manutenção: quem arca com veterinário, plano de saúde animal, medicação, alimentação e higiene?
- Convivência: como fica o contato do outro dono com o pet?
- Despesas sem interesse na “guarda”: se um dos donos não quer ficar com o animal, ainda assim deve ajudar nas despesas?
O Poder Judiciário tem sido cada vez mais chamado a resolver essas disputas. Mas, sinceramente, não é o melhor caminho.
A mediação como via natural
A melhor alternativa é buscar um mediador com experiência no assunto. Na sessão de mediação — que pode ser privada, sem envolver o Judiciário —, todas as questões podem ser tratadas de forma ampla e personalizada: cuidados veterinários, custeio, rotina de convivência e o que mais a situação exigir.
Talvez mais importante do que buscar em terceiros as “respostas certas” seja procurar profissionais capazes de auxiliar as partes a encontrá-las pelo diálogo. Ninguém melhor do que os próprios envolvidos — que conhecem o animal e sua rotina — para construir a solução adequada, bastando estarem assessorados por um bom mediador.
